12 de ago de 2010

Fic: Precious

Titulo: Precious

Tipo: POV, SongFic, Series

Resumo: “John, Doctor, clone, cópia, irmão gêmeo, versão paralela... independente do nome que lhe derem, uma coisa é certa: ele sempre vai estar ali para protegê-la.”

Anteriores: #1

“Precious and fragile things

Need special handling

My God, what have we done to you?”

- Precious, Depeche Mode

~*~

Apenas alguns dias se passaram desde que fora abandonado nesse mundo paralelo e por insistência de Rose, Doctor acabou aceitando ficar na mansão Tyler ao invés de arranjar um lugar só seu.

Excetuando-se o fato de que viver em um endereço fixo é extremamente entediante e atender pelo nome de “John” ainda lhe cause estranheza em algumas ocasiões, ele não tem do que reclamar. A maior parte do dia trabalha em um “projeto secreto” com Pete Tyler e o resto do tempo divide entre ajudar Rose com seu trabalho no Torchwood e cuidar do pequeno broto de TARDIS que está plantado em uma grande estufa nos fundos do casarão, onde por acaso ele se encontra no momento, pensativo.

Apesar do beijo inesperado na Bad Wolf Bay, fez-se um acordo silencioso entre ele e Rose de que ambos precisariam de um tempo para se adaptarem a essa nova realidade em que foram jogados. Mas mesmo com a situação entre eles sendo de apenas bons amigos, é preciso admitir que é melhor do que algumas das outras possibilidades que já passaram por sua cabeça, talvez em parte pelo fato de Rose viver uma situação igualmente incomum com sua mãe Jackie casada com a versão alternativa de seu falecido pai Pete.

A questão é que ele não sabe quem é ao certo. Doctor? John? Até em 10.5 ele já havia pensado por ser clone da Décima Regeneração do Doctor verdadeiro. Mas será que ele é mesmo um simples clone? Nada é simples com os Time Lords, então será que ele não deveria ser chamado de qualquer outra coisa exceto clone do Doctor? Ou seria ele realmente o Doctor? A parte humana do Doctor...?

Seus pensamentos foram interrompidos quando Rose se aproximou.

ROSE: Ele se regenerou de novo.

DOCTOR: Não tem como sabermos.

ROSE: Eu tive esse sonho estranho ontem e... eu sei que ele se regenerou.

DOCTOR: Mesmo que você tivesse algum tipo de dom premonitório, são dois universos diferentes, não teria como você saber.

ROSE: Mas a Bad Wolf teria.

Ele virou-se para Rose achando que não tinha entendido o que ela estava dizendo.

ROSE: É possível, Doctor? Que eu, de alguma forma, ainda seja a Bad Wolf?

DOCTOR: Seria altamente improvável.

ROSE: Mas não é impossível, é?

DOCTOR: Talvez... Talvez se tivesse ficado algum resquício da energia do Vortex dentro de você, ela pudesse se manifestar novamente de uma forma mais leve... Mas já passou tanto tempo, se fosse esse o caso você deveria ter notado algo de diferente antes.

Pela expressão no rosto de Rose, Doctor percebeu que ela ainda não havia lhe contado toda a história.

ROSE: Lembra daquele lobisomem? Ele disse que eu tinha “algo do lobo” em mim. E eu sabia muita coisa sobre como fazer pra voltar pro outro universo, não sei de onde tirava aquelas informações, mas eu sabia o que fazer. E ontem...

Ela parou, como se o que iria dizer a seguir fosse loucura.

ROSE: Ontem, eu tava brilhando.

Rose conhecia aquele olhar. Era o mesmo olhar que o verdadeiro Doctor lhe dera quando ficaram presos no planeta Krop Tor, o mesmo olhar que traduzia apenas “sinto muito”.

Já conformada com a sua nova condição de Bad Wolf permanente, Rose se deixou ser abraçada por John da mesma forma protetora que o verdadeiro Doctor lhe abraçara.

John, Doctor, clone, cópia, irmão gêmeo, versão paralela... independente do nome que lhe derem, uma coisa é certa: ele sempre vai estar ali para protegê-la.

FIM

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